sábado, 11 de fevereiro de 2012

Tenta enganar, tenta...

          Essa é pra descontrair. Quase todas as vezes que voltamos, à noite, de algum lugar, o gordinho chega em casa dormindo. Quando não, damos mais uma voltinha de carro para que ele encontre os braços de Morfeu, e já chegue em casa pronto para a caminha. Pois bem.

         Dia desses, entretanto, aconteceu algo que só nos fez rir, não adiantou. Eu estava morta de cansada e João também, e o gordinho nada de dormir. Andamos de carro, andamos, e nada. Fomos tão longe que chegamos quase na ponte do Paiva, que não é tão distante daqui de nossa casa, mas também não é do ladinho.

Lindo lugar, vale a pena conhecer! - Ponte do Paiva, uns 3 km daqui de casa.

       Estava o maior silêncio no carro, eu olhei pra João e falei: - Acho que ele já já dorme. Bem baixinho...

       Mais silêncio... E, então, escutamos a seguinte frase:

-Nós estamos bastante perdidos, não é?

        Dispensa mais explicações. Só nos restou dar meia volta e ir pra casa, com ele acordadíssimo, ainda disposto a muitas brincadeiras... hihihihihi

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Volta às aulas como nunca aconteceu antes.

     
            Desde o começo da vida letiva do nosso gordinho que houve problemas em relação à sua adaptação na Escola, especificamente no quesito "despedida da mamãe ou do papai". Sempre foi trágico. Choro e mais choro, independente de qualquer alteração de circunstância. O desejo dele era que nós ficássemos, com ele, na Escola. Queria estar lá, e ao mesmo tempo conosco, sempre.

        Esse fato gerou muitos momentos de tristeza e de angústia para nós, pois acabamos por pensar que poderia estar acontecendo algo de errado no Colégio, mas de fato não era isso. Logo após nossa saída, uns cinco minutinhos, o gordinho se transformava na criança mais feliz do mundo. Mas eu, mesmo sabendo, e vendo, isso, me sentia traumatizada de não conseguir controlar a situação da "chegada". Nossa, como sofri.

           Esse ano, o gordinho com 3 anos, a nossa esperança era que as coisas seriam mais fáceis. Mas confesso, era uma esperança relativamente inócua. Depois de dois anos letivos de chororô, como acreditar que tudo mudaria, como num passe de mágica, no primeiro dia de aula?

          Para tentar ajudar, passei a falar com o gordinho sobre a Escola alguns dias antes de sua volta. Para minha surpresa, ele afirmava estar com MUITA saudade da Escola, dos amigos, de Tia Paulinha (a babá), e de todos em geral. E, além disso, afirmava que não iria chorar. Dizia assim: Não vou chorar, hein? Eu achava lindo, mas, obviamente, não acreditava.

         O fato é que as aulas começaram, dia dois. Praticamente não durmi na noite anterior, e, infelizmente, o papai não estava aqui pra ajudar, viajando a trabalho. Pois bem.

         Acordei o gordinho, e, para minha surpresa, ele levantou num sopetão. Ao ouvir: Vamos para a Escola, abriu os olhinhos e se arrumou todo feliz, como nunca antes havia acontecido. Estava radiante com os livros e tudo o mais que teria que levar naquele primeiro dia. Fomos.

         Chegando lá, a Escola estava linda, toda enfeitada. Ele se encantou e quis tirar fotos. Não se agarrou em mim, não ficou ancioso pela despedida, não perguntou se eu ficaria, apenas curtiu o momento. Subimos, e, para minha trágica surpresa, a professora não seria aquela que eu havia dito a ele, mas sim outra, uma novata, e, pra piorar, ainda sem a farda da Escola, que o faz distinguir quem é de lá e quem não é.

         Mas ele não ligou muito. Falei que a tia seria tia Dani, ele aceitou, e entrou na sua sala, sem mim. Fiquei no murinho olhando ele brincar encantado com tudo, e ele lá, na maior alegria observando a sua sala nova. Para deixar tudo ainda mais perfeito, a babá, para nossa grata surpresa, continuou sendo a Tia Paulinha. Confesso que quando a vi, chorei. Escondidinha, claro, mas chorei. Ela conhece ele como ninguén na Escola, e saberia contornar qualquer situação. Ele deu uma abraço carinhoso nela, um beijo demorado, e a olhou como quem vê um ídolo. Estava, definitivamente, morto de saudade.

        A despedida. Ai Jesus, meu coração palpitava terrivelmente e descompensado. Aí eu disse, Xau gordinho, mamãe vai trabalhar para ganhar dinheirinho, mas volta depois do seu almoço tá bom?

         O que eu ouvi de volta: Mas mamãeeee....

        Eu o lembrei de que havia prometido não chorar. Ele olhou nos meus olhos, e disse.. tá bom....

        E foi brincar. Eu saí esperando o chorinho. Não aconteceu. Fiquei vinte minutos de ouvido na sala sem ele me ver, e ele tranquilo e serelepe, feliz da vida. Não acreditei. Não acreditei e ainda não acreditaria, não fosse esta cena ter se repetido no dia de hoje, onde até beijinho no ar eu recebi dele, na despedida.

       Como é bom ver nossos pequenos superando seus medos, seus limites. Esse foi um enorme passo da vida de João Vinicius que quis dividir com vocês. Não dá pra desistir na dificuldade. Ela pode durar um dia, dois, ou até dois anos, mas nós a vencemos.


Escola toda enfeitada

Tudo legal!

Tia Paulinha e novos amiguinhos

        Resumindo:   Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!

    Que Deus abençõe a todos! Maria, passa na frente! :)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Escrever sobre o amor da minha vida.

     Nossa, mais um bom período sem postar no blog. Essa época de férias e festas é bem corrida, até porque acabamos de passar pelo mês mais esperado do ano para nós: Dezembro. O mês que nosso príncipe nasceu, na véspera do nascimento do Príncipe maior. Benção sobre benção, desde a sua chegada.

     Sou muito feliz por ter o filho que tenho. Às vezes, em meio a discussões por bobagens, paro para pensar o quanto não vale a pena se apegar a coisas tolas, que não nos levam a nada. Olho para seus olhos brilhantes, seu sorriso gostoso, e percebo que, sendo parte daquilo, muitas outras coisas deixam de fazer sentido. Um filho nos faz mais plenos, mais seguros de que temos uma missão nessa vida. A missão de fazer todo o possível para construir a felicidade de alguém, ou, ao menos, ser o seu alicerce. Não há tempo hábil para desviar dessa função Divina. Quero dedicar-me a ela por inteiro, da melhor forma que eu puder.

     E retomo o blog, cheiaaaa de novidades e descobertas pra contar. Vamos lá? Novas ótimas histórias estão por vir !

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Entre a Música e a Escola nasce a aprendizagem!!!!




       

           Ontem foi um dia bastante especial em nossas vidas. A Escola Geração do Futuro, onde o gordinho estuda, promoveu o encerramento do projeto pedagógico do ano, com o tema - Entre a Música e a Escola nasce a aprendizagem. Durante todo o ano letivo, a musicalidade foi o norte do aprendizado na escola, sendo o meio utilizado pelos professores para apresentar os mais diversos temas a serem abordados com os alunos. Além do mais, cada sala ficou responsável por desenvolver uma música específica para a apresentação de ontem, aprendendo os conceitos que poderiam ser extraídos delas.

           A sala do Gordinho, o Maternal "A", teve a linda responsabilidade de apresentar uma musiquinha sobre as Estações do Ano, e, para tanto, estudaram todas as fases climáticas, e tudo o que elas têm a oferecer. O sol e o calor do verão, a chuva e o frio do inverno, as folhas do outono, as flores da primavera... Tudo apresentado com música e de forma lúdica, o que facilita, e muito, a apreensão desses novos conceitos pelos nossos filhotes.


Sala lindamente decorada com as mais lindas flores do jardim
minha folhinha e sua florzinha - melhor amiga Bia!

               Pois bem. Quando soube da data da apresentação, comecei a conversar com o gordinho sobre a dança, sobre como era importante aquele momento, e como a mamãe ficaria feliz se ele dançasse bem bonito, lógico. Ele entendia, do seu modo, e passou a nutrir uma expectativa enorme, até que o dia chegou. E foi um dos momentos mais lindos do meu pequeno até hoje. Sem dúvida.

           A alegria nos seus gestos, a expressão comprometida em demonstrar o seu melhor. O sorriso ao ver que estávamos assistindo sua apresentação, seus olhinhos procurando o papai, a mamãe, a Vovó e a tia Alda. A tentativa de cantar, dançar, lembrar da coreografia... E ele tem apenas 2 aninhos. E se divertiu de uma forma que eu ainda não tinha visto em festas da Escolinha. Ele sempre brinca e se diverte com os amiguinhos, mas acho que, ontem, foi a primeira vez que ele teve plena noção do que se passava. Orgulhoso, amostrado, lindo de viver. Só vendo para crer! Para compartilhar desse momento tão lindo, acessem por favor esse link:



            Depois da dança, fomos até a salinha para ver as atividades desenvolvidas pelos alunos, todas voltadas ao tema central da turma - as Estações do Ano. Vejam que coisa mais linda, que capricho das professoras, e, sobretudo, as expressões de total felicidade do Gordinho em mostrar seu "conhecimento".











































quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Será o adeus à mamadeira?

           Hoje à noite, o nosso pequeno dormiu, pela primeira vez, sem tomar leitinho na mamadeira. A mamãe comprou um copo novo, e deu-lhe uma função: O copo do leitinho.
         
           Quando recebeu o presente, Joãozinho agradeceu, "Obigado mamãe", e ficou ancioso em tomar o seu líquido precioso no copinho. Pois bem. Ele tomou, não reclamou nem pediu pela mamadeira. Amanhã de manhã, quando ele estiver se arrumando para ir pra escola, vou tentar dar, também, o leitinho no copo. Será que vai dar certo?

            Eles crescem... A gente nem percebe. Bênção de Deus!

sábado, 5 de novembro de 2011

A Dra. Endocrinologista.

      Lembro que, quando estávamos planejando ter um filho, eu comentava: Podemos ter um bebê moreno, loiro, de olhos claros, escuros, grande, pequeno, mas magrinho nunca. As nossas famílias são uma miscelânea de raças. Entretanto, o Papai e a Mamãe compartilham de uma característica. A fofura. Sim, uma fofura que nos acompanha desde a tenra idade. A mamãe mais cedo que o Papai. Mas, nós dois, fomos crianças gordinhas. E assim aconteceu, rsrsrs...

        O nosso Joãozinho nasceu pequeno e magrinho, demorou a ganhar peso, mas, quando pegou "gosto" pela coisa, não parou mais, rsrsrs. Sua gostosura é encantadora, todos tem vontade de morder, apertar, o acham a coisa mais linda do Universo. Para completar, ele AMA comer comidas saudáveis, aquelas que todas as mães sonham em ver os seus filhos comendo. Arroz, Feijão, Macarrão, Purê, Inhame, Cuscuz, Banana, Carne, Frango, Peixe, Ovos, Legumes, até Brócolis! (lembram daquele comercial?) E, para completar mais ainda, ele não gosta de guloseimas. Chocolate? Sem chance com ele. Sorvete? Bombom? Salgadinho de pacote? Nada disso. No máximo um pirulito, ou um salgadinho de queijo de forno, ou uma pipoca.

]        Muito lindo. Como pais, e familiares em geral, nada mais encantador do que vê-lo comendo feliz, crescendo forte, e, sobretudo, saudável. E é justo nesse momento, quando nos encantamos demais, que um problema pode aparecer.

          Inhame? 3 rodelas. Purê? Uma porção inteira de restaurante. Feijão? Duas conchas. Cuscuz? Muito. Na Escola o fato se repetia. Ele é de longe o que melhor se alimenta, e a tia e a babá, encantadas, cediam aos seus desejos de mais.

         Até que, na última consulta à Pediatra, o susto. Joãozinho é muito grande pra idade, mas o peso deu um salto tão considerável, que ultrapassou os limites da curva. Não tinha nem interseção mais com a altura. Peso elevado para a idade. E, consequentemente, preocupante.
   
         O fato de as pessoas falarem, Ah, mas ele não é gordo, ele é "socado", acaba nos dando a falsa impressão de que é apenas o biotipo dele. Mas não é. Ele será sempre fortão, mas não precisa, para tanto, entrar nos limites da obesidade, como de fato estava entrando. Outra coisa. Os comentários começam a surgir da boca dos mais inocentes. As crianças. Percebi que os coleguinhas se interessavam muito pela barriguinha saliente dele. Uma delas, chegou a chamá-lo de João Bolinha. Era um alerta. Não pela estética, óbvio, mas pela constatação de que ele estava se afastando do padrão comum. Já estava sendo perceptível a diferença.

           Assim, marcamos uma Endocrinologista. O papai ficou arrasado. Lembrou da sua época na infância, em que as visitas a essa especialidade médica eram constantes. E nada, na época, parecia adiantar. Mas era fato, precisávamos de orientação. E lá fomos.

        A Dra. Endocrinologista, muito simpática, logo se encantou com Joãozinho. Mas fez a mesma constatação da Dra. Pediatra. Ele estava, para a altura, bem acima do peso. O que fazer? Conversamos muito. E ela só me parabenizava. Parabéns, Parabéns, Parabéns. Qual o problema, então?

Primeiro. Pela genética, ele tem noventa por cento de chances de ter problemas de obesidade. Ainda nos restam dez.

        Segundo, e principalmente. As QUANTIDADES. A alegria de ver uma criança feliz comendo é tamanha. Muitas mães penam, todos os dias, por isso. Ver seu filho pedir mais inhame, cuscuz, banana, é quase irresistível. Se ele pedisse biscoito de chocolate não seria tão difícil.

        Peguei o cardápio e escutei atenta todas as orientações. Vi aquela médica admirar meu filho, e olhar pra mim com a certeza de que ia dar certo. Meus olhos encheram de lágrima. Saí do consultório. Será que conseguiria?

         Imaginei tudo. Só não que seria tão fácil. No começo, lógico, ele estranhou, e protestou, e até chorou. Mas com as dicas preciosas da médica, fomos readequando as quantidades, em casa, e na Escola. Cortada só foi mesmo a Geléia de Mocotó. Altamente calórica. No mais, tudo mantido. Apenas, reordenado.

        O resultado é que o gordinho parou de ascender na curva de peso, como vinha fazendo com uma constância fora do normal, e até perdeu um pouquinho. E, o melhor, temos a consciência de que, enquanto pudermos, faremos nossa parte. Tudo para ver nosso pequeno saudável, sem enfrentar taxas alteradas, sem deixar de participar de atividades por não se sentir bem. Tudo para vê-lo FELIZ.

           Ah! Podem continuar o chamando de Gordo, Gordinho. Esse apelido quero que ele carregue para o resto da vida. É a forma carinhosa com que a mamãe chama o Papai, e como a família costuma chamar uns aos outros. Até os magrinhos são "Gordos". O carinho é inerente a essa expressão. E ele sente isso. E gosta :)

Vamos em frente!! :)




Tudo por essa alegria de viver.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

A primeira grande trela.

         Sempre ouvimos falar que uma criança pode sofrer um acidente numa  fração de segundos, mas só acreditamos nisso de verdade quando vivenciamos. Ontem eu estava arrumando o gordinho para sair à noite, e, após deixa-lo todo ajeitadinho, fui ao banheiro terminar de me arrumar e o deixei no quarto da avó brincando. Estávamos todos em casa, eu, João, Mainha e Cláudia nossa secretária. Foi o tempo de eu chegar no meu banheiro.

         Ouviu-se um barulho imenso, de algo muito pesado caindo e de vidro se espatifando, e um grito terrível do gordinho seguido de muito choro. Acho que nunca corri tão rápido. Aliás todos correram e chegaram ao mesmo tempo na porta do quarto. Lá estava a cômoda de rodinhas da minha mãe, caída por cima do gordinho, e tudo que estava em cima dela jogado longe, inclusive um abajour de vidro pesado. O anjo da guarda encarregou-se de manter uma das gavetas travada na queda, justo a que ele tinha tentado abrir e se pendurado nela, o que ocasionou o acidente, fazendo com o que a cômoda nao caísse de verdade nas costas dele.

         Joãzinho ficou no espaço entre o chão e o móvel, como se estivesse numa cabana de entulho formada pela gaveta travada. O susto foi sem igual. Mas nessas horas só se deve pensar em uma coisa. Deus existe. E estendeu sua mão para que algo pior não viesse a acontecer.

        Chorou muito nosso Joãozinho. Soluçando, ele começou a dizer que não queria nada, nem purê, nem festa, nem avião, nem voar na webjet com mamãe e papai, nem brinquedo, nem nada. Tudo que ele mais gosta. Não entendi muito bem, mas minha amiga Érica disse que ele poderia estar se colocando de castigo pela trela que fez, rsrsrs. Também pode ter falado essas coisas como quem diz, tô tão triste que nada mais tem graça nessa vida. Vai entender essas crianças...

          Então amigos, cuidado com objetos que podem pender para frente como essa cômoda, pois mesmo crianças nao tão trelosas podem se envolver em cenas como esta. Que sirva de alerta! E Glória a Deus e a Nossa Senhora, com a mãozinha do anjunho da guarda dele, por terem guardado o nosso Gordinho!!