quinta-feira, 25 de março de 2010

Experiências: Ir à Escola com 1 ano e um mês de idade.


Se existe uma experiência maravilhosa e terrível ao mesmo tempo, esta é a escolha e a ida do seu bebê à escola. Primeiro, visitas e mais visitas aos mais diversos estabelecimentos educacionais, com as mais variadas propostas. Verdade, alguns sem proposta nenhuma. Outros com tanta proposta que vc se sente colocando seu filho para fazer vestibular com um ano de idade. Mas tudo bem, depois de muito procurar, achamos a "Geração do Futuro", nome bastante sugestivo, para quem estava prestes a deixar a coisa mais linda da sua vida nas mãos de pessoas, a princípio, no mínimo, estranhas. Joãozinho nunca foi a criança mais "dada" do mundo. Ir para estranhos sempre foi um problema, na certa. Simpatissíssimo ele sempre foi, desde que não ousassem retirá-lo do braço da mamãe.
João comprou o material, levou, e dia 01.02, lá estava eu, sozinha, pq o papai estava em SP (pra variar isso acontece em momentos críticos) levando a minha coisa mais preciosa para a escola. O primeiro dia foi legal, passei o dia inteiro lá e como tudo era novidade, foi maravilhoso! Dá pra ver pela carinha dele né? Mas no segundo....
Eu tinha que ir deixando ele ficar com as tias. Mas ele sequer andava! Todos da sala andavam. Ele era muito frágil! Sentado, no meio de crianças que ao meu ver eram infinitamente mais velhas que ele (2 ou 3 meses) ele estava sofrendo, se sentindo rejeitado... Quando eu ousava sair da sala, ele olhava ao redor, fazia um lindo bico como que pedindo socorro, ajuda, algo do tipo. Insuportável para mim. A idéia de que o estaria abandonando não saia da minha cabeça. E esse conceito de "abandono" nunca foi bem resolvido em mim, como muitos sabem. Nossa. Depois dos meus seios rachados na amamentação, e de uma leve, mas presente, DPP, essa, com certeza, foi a pior sensação a maternidade. Mas nesse momento, a sensação não era em relação a mim. Não era eu que estava com dor, ou esgotada. Era em relação ao meu bebê. O meu bebê lindo, sendo colocado no mundo tão cedo, será que aquilo era certo, meu Deus?
Resultado: A partir do quarto dia, não fui mais. Papai chegou e assumiu a adaptação. Melhor frase: O que os olhos não vêem o coração não sente. Não que eu quisesse me eximir de culpa. Mas era LÓGICO que tudo aquilo era natural, que ia passar, e que estar numa escola, e sobretudo, poder coloca-lo em uma, com todo conforto, era uma conquista e uma decisão mais que acertada. Mas como uma MÃE iria entender isso? Vendo seu bebê, simplesmente, chorar, e dizer "mamã"?
Ah, se eu pudesse voltar atrás, não sofreria tanto. Até porque posso atestar que ele hoje é outra criança. Teve um salto de desenvolvimento impressionante. Andou logo logo, o que estava tardando a acontecer, já se comunica facilmente, sabe todas as partes do seu corpo (até então só tinhamos conseguido que ele decorasse a pitoca hehehehe), reconhece números e letras (para eles todos são 1 e A), entre outras conquistas.
Pois bem. mamães, não sigam meu exemplo. Tudo que eu escrevi é tipo "o que não se deve fazer ao tentar adaptar seu filho à escola". :)

2 comentários:

Edne Cristina disse...

Ô, AnaTê..... deve ser dolorido mesmo, mas é com certeza uma decisáo acertada!!!! isso se prova com o desenvolvimento dele. Vc está de parabens pela decisao e pela iniciativa de criar o blo. Beijao, Edne.

Melissa disse...

Nossa Ana..até eu fiquei de coração na mão...deve doer meeeeesmo...mas é a melhor coisa que vc pode estar fazendo para o crescimento dele!!! Com certeza!!! lindassss palavras e lindosssssssssss momentos...ele é lindoooooooooooooooooooooooo..vontade de apertar.