sexta-feira, 22 de abril de 2011

O que um garoto de dois anos e quatro meses faz?

            Antes de Joãozinho nascer, eu sempre li reportagens sobre o desenvolvimento das crianças. Mas a verdade é que todas aquelas "dicas" não condizem bem com a realidade dos fatos. Cada criança tem seu tempo, absolutamente para tudo. Acho engraçado como determinados bebês são muito desenvolvidos pra certas coisas, e pouco pra outras. Isso todas as crianças, sem exceção. Quando alguém me diz, "mas Joãozinho já faz isso ou aquilo, fulaninho não faz...", sempre replico demonstrando que aquele que "não faz algo", com certeza, faz alguma coisa que Joãozinho ainda não é capaz.

       Isso é que faz cada  um ser diferente. Não adianta comparar. Isso é que é fantástico. Já pensaram se todas as crianças seguissem um mesmo padrão? Não haveria a menor graça em acompanhar as descobertas de cada um, se, semana a semana, já soubéssemos o que iria acontecer.

         O fato é que devemos respeitar as etapas estabelecidas pelas próprias crianças. No seu tempo, tudo acontece. Entretanto, o estímulo deve estar sempre presente. Se uma criança demonstra total interesse em determinado aprendizado, em sendo estimulada, ela vai aprender mais e mais, e vai adorar aquela brincadeira gostosa de descoberta. Não adianta você jogar um quebra cabeças na frente de um bebê de dois anos, e deixar ele simplesmente ficar jogando as peças pra cima, como se aquilo fosse confete. Você tem que sentar ao lado dele, mostrar pra que serve, qual o objetivo, e, se ele se interessar pela brincadeira, montar e curtir bem muito essa nova descoberta.

       Se você compra um brinquedo eletrônico com jogos, não adianta da-lo à criança, sem explicar exatamente como tudo funciona. Ele vai achar que é apenas uma caixa de músicas e sons, e não um objeto que vai dizer a ele coisas interessantes de se aprender. Tudo tem que partir de nós. Nós somos o espelho deles.

          Outra coisa que deve ser observada, e respeitada, são os gostos das crianças pelas coisas. Umas gostam mais de pula pula, outras mais de livros. E isso está longe de representar que um será um jogador de basquete, e o outro um intelectual. Joãozinho, por exemplo, tem fascínio por letras e números. Então, todo joguinho que envolva esse assunto, é bem vindo pra ele. Já empilhar aqueles blocos coloridos, nunca foi sua praia. Ele brinca um pouquinho, mas logo perde o interesse. Jogar bola então, é perdido. E andar de velocípede? Nem tente com ele. Não acha a menor graça. Mas pegue um papel e experimente desenhar uma história inteira? Estarão garantidas algumas horas de muita diversão. 

      Quando a gente conhece bem nossas crianças, fica mais fácil tornar as brincadeiras mais duradouras e divertidas. Fica mais fácil desenvolver a sua atenção, fazer com que ela passe algum tempo presa a determinada coisa, afinal de contas ela está fazendo algo que realmente gosta. Fica mais fácil Aprender, no sentido literal da palavra. 

       Vamos sair da cadeira e explorar o mundo com nossos filhos! Não há nada mais gostoso e mais gratificante.

4 comentários:

Roberta disse...

Anatê, eu PRECISAVA ler isso hoje, amiga.
Obrigada.

Anônimo disse...

Ana

Achei muito interessante seus comentários, infelizmente nem todos pensam assim. Estou cansada de ouvir tudo aquio que vc falou em relação a comprações, sem respeitar os limites de cda criança. Parabéns.



Valdete Mota

Anônimo disse...

Impressionante como consegue transcrever nossos pensamentos, e torná-los reais. Parabéns meu anjo o Blog do nosso Gordinho tá lindo . Continue assim ... Sendo essa MÃEZONA ... Beijo e te amamos !
ASS: JOAOZINHO E JOAOZAO

Raquel Rolemberg disse...

Seria de bom tamanho que todos pensassem assim.Joãozinho é um garoto privilegiado por ter pais tão disponíveis pra educação dele.Sou feliz por isso.